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Autor:

Vinicius Calderoni

Número de páginas:

104

ISBN:

978-85-5591-035-7

Encadernação:

Brochura

Formato:

13x19

Ano de edição:

2017


R$ 30,00
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Editora Cobogó

Chorume

Vinicius Calderoni

Chorume, terceiro espetáculo da trilogia Placas Tectônicas, se origina no desejo de representar no palco aspectos da vida que não apareçam na imediata jurisdição do teatro.

A peça traz o destemor de olhar para abismos e horrores do nosso tempo, mas, ainda assim, permite que o humor e a comicidade brotem mesmo nas situações mais terríveis, acreditando na potência que a comédia tem de denunciar, com incomparável contundência, os absurdos do real.

Numa encenação de soluções visuais impactantes que acompanham os deslocamentos de sua dramaturgia, Chorume extrai matéria prima do lixo (das relações humanas, da linguagem, da falência das instituições) para erguer um espetáculo que recusa o escapismo e propõe ao espectador estar atento a ideia de estar vivo, aqui e agora — com todo o desamparo e as possibilidades de transformação inerentes.

“Chorume, o suco do lixo, o resíduo, o restante, o descarte, a rima remota, o rebote, o aroma do ato falho, a água do aterro, o erro, a sobra feliz dos destroços, os ossos, o suprassumo dos enganos humanos, o cocô do cavalo do bandido, o dito pelo não dito, a sombra da caçamba em chamas, a reciclagem das palavras planas, o perene gene do desassossego, o degredo, o amor intransigente por migalhas, as falhas, o refúgio prodigioso dos canalhas, as tralhas, o adubo infalível da miséria, o exílio inevitável de Medeia, o espelho dos porões de uma plateia, o extra, o anti, o estorvo, o anormal, o nunca e o nem a pau, o nu em pelo, o deslize sem apelo, o desvio do novelo, os restos, as raspas, o excerto, o estrume, mistérios movediços de um perfume, chorume.”

SOBRE O AUTOR

Vinicius Calderoni nasceu em 1985, em São Paulo, e tem desenvolvido sua carreira entre o teatro, a música e o audiovisual. Em 2010, fundou, junto com Rafael Gomes, a companhia Empório de Teatro Sortido. Escreveu e dirigiu Não nem nada (2014), pelo qual foi indicado ao Prêmio Shell de melhor autor, e Ãrrã (2015), que lhe rendeu o Prêmio Shell de melhor autor. Escreveu ainda a peça Os arqueólogos (2016), dirigida por Rafael Gomes, vencedora do prêmio APCA de melhor autor e indicada ao Prêmio Shell na mesma categoria. Calderoni integra o coletivo 5 a Seco, que lançou os álbuns Ao vivo no Auditório Ibirapuera (2012) (indicado ao Prêmio da Música Brasileira na Categoria Melhor Grupo de MPB) e Policromo (2014). Também lançou dois álbuns solo, Tranchã (2007) e Para abrir os paladares (2013), e é parceiro de importantes compositores como Lenine, Tó Brandileone e Celso Viáfora.

Formado em Cinema pela FAAP, foi montador de Os sapatos de Aristeu (2008), de Luiz René Guerra, filme vencedor de mais de 50 prêmios no Brasil e no exterior. Também foi roteirista e redator final da série De perto ninguém é normal (GNT) e do quadro Massaroca, exibido dentro do programa Metrópolis (TV Cultura). Como ator, esteve nos filmes Mãe só há uma (2016), de Anna Muylaert, Um namorado para minha mulher (2016), de Júlia Rezende, e na série Louco por elas (TV GLOBO), com direção geral de João Falcão.

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